30 de junho de 2008

Jovem ganha indenização no valor de R$ 1 milhão e 200 mil por perda de genitália

Dano pra lá de estético.

Sem dúvida das condenações de dano moral das quais já tive conhecimento esta é, de longe, a maior. O Jovem em questão, ganhou R$ 1,2 milhão de indenização a ser pago pela Ampla, Podium Danceteria e Banco ABN, localizados em Cabo Frio/RJ. Segundo o processo, o jovem foi vítima de um choque elétrico, quando estava na varanda da boate Podium conversando com amigos.

Ao
esticar o braço para baixo, em direção à calçada ele levou um choque elétrico de 13 mil volts que lhe causou queimadura de 30% de seu corpo. De onde veio a descarga elétrica? De um transformador instalado em um poste próximo demais da parede do prédio onde funciona a boate. O acidente aconteceu em 20 de abril de 2001, quando o Jovem tinha 19 anos de idade. Ele teve o seu braço direito e a genitália amputados.

A ação de
indenização por danos materiais, morais e estéticos foi proposta contra a boate (falta de segurança), a Ampla (pela falta de fiscalização da localização do equipamento) e o banco proprietário do transformador instalado em local impróprio.

Foram condenados em primeiro grau os três ao pagamento
de indenização das despesas feitas com tratamento médico, danos morais no valor de R$ 800 mil e estéticos no valor de R$ 400 mil. As empresas ainda serão obrigadas a pagar pensão mensal vitalícia pela perda da capacidade laboral. As condenações foram mantidas pelo TJRJ e pelo STJ.

Foi uma sentença correta em todos os
aspectos. O dano moral não exclui o estético nem tampouco os danos materiais. A indenização tem como função não apenas minorar o sofrimento da vítima, mas também de reprimir futuras violações de direitos pelos autores da conduta danosa.

Essa
indenização cumpriu direitinho o seu papel. Não devolverá ao jovem a sua genitália nem tampouco o seu braço. Contudo, a compensação financeira lhe proporcionará uma vida sem problemas de dinheiro. É o mínimo que as empresas culpadas devem, por transformarem um jovem no auge dos seus 19 anos em um eunuco maneta, devido a sua negligência em não fiscalizar a segurança de suas instalações.

3 comentários:

Dmitry disse...

Nossa! Que história triste. E pensar que sua vida pode estar completamente normal e de repente um acidente causado pela negligência de terceiros lhe acabar com a vida. Não é a morte, mas também é uma situação difícil.

Com esta vida de autônomo e a pós-graduação anda difícil visitar os amigos. É a primeira vez que vejo o design novo. Ficou muito bonito. Parabéns!

Anônimo disse...

Blogs, como este é que torna a internet, um meio de comunicação social fantastico. Gostei da postagem, e gostei tanto do seu blog que estou relacionando um link no meu blog, para cair no seu. Ai vai meu enderesso:suafamiliadecadadia.blogspot.com

Anônimo disse...

Sinceramente, pelo vulto das empresas envolvidas e pelo vastíssimo âmbito psicológico e social que envolve as feridas da vítima; o valor é irrisório. A vida desse camarada simplesmente acabou do ponto de vista psicológico. Viverá como um eununco endinheirado.

Só mesmo o nosso judiciário para ser tão insensível e arbitrar uma sentença tão ridícula em face a extensão e gravidade das lesões.